Escutar o corpo.
A desconstrução das opressões não é apenas intelectual. É corporal e emocional: passa por reconhecer o que sentimos e como isso vive em nós.

Sentir é político. Se conhecer é um ato de liberdade. Um espaço para olhar para si e construir outras formas de estar no mundo.
Quando o mundo chama de dificuldade individual aquilo que as relações de poder produzem, olhar para si exige outra perspectiva.
O letramento socioemocional feminista nasce desse deslocamento: aproximar o que você compreende do que consegue sustentar no corpo, nas emoções e nos vínculos. Não mais uma cobrança para dar conta. Um espaço para investigar outras formas de viver.
Quero conhecer esse trabalho“aquela que tem grande propósito”
Niara significa, em suahili, aquela que tem grande propósito.
O resgate ancestral e contracolonial está presente desde a escolha do nome. Nomear em uma língua africana é recusar a ideia de que o saber e o sentir só vêm de um único lugar.
No meu trabalho, emoções são políticas. Sintomas são políticos. A cura é política e coletiva. O letramento socioemocional feminista olha para o que sentimos sem separar nossa história das relações de poder que nos atravessam.
A desconstrução das opressões não é apenas intelectual. É corporal e emocional: passa por reconhecer o que sentimos e como isso vive em nós.
Enxergar os padrões de opressão que se repetem, mesmo quando já os questionamos, e investigar o que os sustenta emocionalmente.
Construir condições internas para ser e viver o feminismo, o antirracismo e a contracolonialidade — no corpo, nos vínculos e no cotidiano.
Meu olhar busca enxergar e revelar as sutilezas. Não apenas entender a opressão, mas investigar como e quando conseguimos sustentar emocionalmente sua desconstrução. É nesse encontro entre consciência, corpo e emoção que trabalho a mudança de paradigma interno.
Emoções são políticas.
Sintomas são políticos.
A cura é política
e coletiva.
Reconhecer uma opressão nem sempre basta para deixar de repeti-la. Quero olhar com você para essa distância, sem perder de vista o mundo que a produz.
Pessoas, especialmente mulheres, que fazem ou já fizeram terapia e ainda se percebem repetindo padrões de opressão.
Pais e mães que querem se reestruturar internamente para uma prática educacional antimachista e comprometida com a desconstrução das opressões.
Mulheres que buscam compreender como e quando sustentam emocionalmente a desconstrução das opressões, para além do discurso.
Psicanalista feminista, educadora e socióloga. Criadora da metodologia autoral de letramento socioemocional feminista.
Sempre fui inquieta e curiosa com as razões de ser e estar no mundo, e profundamente tocada pelas injustiças. Minha mãe diz que sou feminista desde criança: fugia das aulas de dança, questionava por que as lutas eram exclusivas dos meninos, jogava futebol, brincava de boneca e enfrentava desde cedo as barreiras impostas pela questão de gênero. A formação e o tempo deram nome, forma e causas para o que eu sempre debati.
Também sou terapeuta desde criança (risos): a conselheira e orientadora de amigas, amigos e de pessoas desconhecidas na rua. As questões da existência humana sempre chegaram até mim.
Fiz Ciências Sociais na Unicamp e fui do movimento estudantil. Sou grata às políticas públicas de assistência estudantil que permitiram minha formação: uma menina de família pobre, parda e migrante, que venceu inúmeras privações sociais e encara de frente os traumas de pobreza que viver numa sociedade desigual deixa como marca.
Sempre trabalhei com pessoas. Dei aula para pessoas de 14 a 60 anos, atuei com desenvolvimento comunitário junto a famílias em vulnerabilidade e, em 2008, descobri a psicologia social e comunitária. Em 2013 comecei minha formação em psicologia junguiana.
Tenho amor por estudar as emoções e por construir uma educação emocional revolucionária, libertadora, que nos ajude a construir mundos internos e externos mais justos, saudáveis e equilibrados.




Formação em sociologia, movimento estudantil e o chão das políticas públicas de assistência estudantil.
O encontro com o trabalho comunitário junto a famílias em vulnerabilidade.
Início da formação que segue orientando a escuta clínica até hoje.
Psicotraumatologia, psicanálise de gênero, psicologia antirracista, feminismo interseccional e decolonialidade, neurociência e comportamentos.
Há perguntas que pedem um encontro dedicado. Outras precisam de continuidade. E há transformações que ganham força quando encontram outras histórias. Meu olhar para o corpo, as emoções e as relações de poder atravessa cada um desses caminhos.
Um encontro terapêutico pensado para trabalhar uma questão que pede atenção agora. Partimos do que você traz para reconhecer recursos, ampliar sentidos e construir possibilidades de próximos passos.
Meu olhar se apoia na psicologia junguiana e nas terapias feministas: escuto os sentidos da sua experiência, as imagens e os afetos que emergem, sem separar sua história das relações de gênero e das opressões que a atravessam.
Sessão única não é promessa de resolver tudo em um encontro, nem impede a continuidade do cuidado. A necessidade de outros acompanhamentos ou encaminhamentos é considerada com você.
Conversar sobre a sessãoUm espaço de escuta e elaboração para olhar, ao longo do tempo, para o que se repete, o que dói e o que busca outra forma de existir.
Uma escavação profunda e delicada das relações entre história, corpo, emoções e mundo. Não para ensinar você a caber nas opressões, mas para investigar como elas vivem em nós e construir condições internas para sustentar mudanças.
Para solicitar seu cadastro na lista de espera, entre em contato comigo pelo Instagram.
Solicitar entrada na listaO calendário se enche, as cobranças se acumulam e nem sempre a vontade é de celebrar. Para muitas pessoas, o fim do ano intensifica a ansiedade, a tristeza e a sensação de não dar conta. Não precisamos transformar esse desconforto em mais uma exigência individual.
Um espaço de estratégias, práticas e reflexões para construir sustentação emocional diante de situações delicadas: festas das empresas, excesso de confraternizações, encontros ou desencontros familiares.
Vamos olhar para os limites possíveis, as expectativas que pesam e as redes que podem nos sustentar — sem obrigar o corpo a festejar quando ele pede cuidado.
Antes de perguntar o que você vai realizar, quero perguntar: o que precisa encontrar lugar em você para que outra vida seja possível?
Planejar emocionalmente não é organizar a vida para produzir mais. É reconhecer o que nos move, o que nos esgota e quais expectativas aprendemos a chamar de nossas. É olhar para os desejos sem esquecer o corpo, os vínculos e as condições concretas de existência.
Um espaço coletivo para refletir sobre o que queremos levar, o que não queremos repetir e quais limites e redes de apoio podem sustentar nossas escolhas em 2027. Não para dar conta de tudo, mas para construir caminhos mais justos e possíveis de viver.
Para saber mais sobre as próximas turmas, converse comigo.
Conversar sobre as mentoriasEm breve, mais informações.
Corpo, história e relações se atravessam. A mudança de paradigma interno conecta o que sentimos às formas de viver o feminismo, o antirracismo e a contracolonialidade.
Sentir é político.
Transformar é coletivo.
Não basta compreender a opressão. É preciso criar condições emocionais para deixar de reproduzi-la.
Conheça mais de perto o trabalho da Niara e venha conversar.
Se esse olhar encontra uma pergunta que você vem carregando, ela pode ser o começo da nossa conversa.